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Violência física e psicológica contra comunidade LGBT em Angola

Cada vez mais nos surgem notícias sobre a violência física e psicológica contra homossexuais ou transsexuais. E a comunidade LGBT em Angola não é exceção.

A Associação Íris Angola é a única associação LGBT no país e denunciou que semanalmente recebe várias denúncias sobre este tema.

São vários os casos de violência física e psicológica a jovens homossexuais ou transsexuais. O pior de tudo é que estes casos de violência ocorrem essencialmente no seio da família.

Esta associação foi fundada em 2013 e em 2016 obteve o certificado do Ministério da Justiça e dos Direitos Humanos de Angola. Mas, apenas em junho de 2018 foi legalmente formalizada pelas autoridades.

Comunidade LGBT em Angola – Pais são os principais impulsionadores da violência

Esta situação de violência extrema contra os jovens pertencentes à comunidade LGBT em Angola foi denunciada no mês passado.

Carlos Fernandes, diretor e cofundador desta associação indica que as principais preocupações são o “estigma e privação de liberdade”.

Como se já não fosse mau o suficiente estes jovens serem marginalizados na rua, as famílias não ajudam.

Quase todos os dias chegam à associação jovens e adolescentes que toda a sua vida sofreram de violência verbal e física em casa, simplesmente porque têm uma orientação sexual diferente.

Outra das preocupações, prende-se com o fato de a grande maioria dos pais ao descobrir que o filho é homossexual, recusam-se a pagar os estudos.

Deste modo, a grande maioria dos associados desta associação que apoia a comunidade LGBT em Angola têm baixo nível de escolaridade.

Assim, é possível dizer que esta violência acaba por colocar em risco o futuro destes jovens. Se não têm escolaridade, não vão ter acesso a um bom trabalho no futuro.

Associação Íris – Um caso raro em Angola

A verdade é que esta associação é um caso raro em Angola. Até agora, a Íris Angola catalogou já cerca de 200 associados com trabalhos realizados.

Os mesmos ocorrem na sua grande maioria nas províncias de Luanda, Benguela, Huíla e Huambo após o aval das autoridades angolanas.

Embora ainda haja um longo caminho a percorrer, acreditamos que esta associação irá fazer toda a diferença na vida de quem faz parte desta comunidade.

É importante começar a mudar mentalidades! Estamos em pleno século XXI e ser parte de uma comunidade LGBT é ainda um drama do século passado!

Esperamos que a comunidade LGBT em Angola se sinta um pouco mais protegida depois da legalização da Associação Íris.

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Acerca Maria

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