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Ativista LGBT grego espancado até morrer

Ativista LGBT grego espancado até morrerInfelizmente não é incomum ouvirmos nas notícias casos de violência extrema contra pessoas cuja orientação sexual é diferente. Esta semana, mais um ativista LGBT grego foi espancado até à morte.

Desde 2015 que a Grécia reconhece as uniões civis entre pessoas do mesmo sexo. Contudo, isso não significa exatamente que a luta pela igualdade tenha terminado.

Na verdade, essa continua longe de estar concluída, uma vez que mostrar sinais de afeto a pessoas do mesmo sexo, é extremamente perigoso, podendo levar, inclusivamente à morte.

Mas os dados são muito mais assustadores do que se pensa.

A Amnistia Internacional já tinha registado que, entre 2013 e 2014, estes casos tinham mais do que duplicado. Em 2015 triplicam.

O pior, é que casos de abuso de poder contra pessoas da comunidade LGBT incluem espancamentos, violações e até pessoas a serem alvejadas a tiro.

Ativista LGBT grego Zak Kostopoulos espancado até à morte em pleno século XXI

A dia 22 de setembro de 2018, o ativista LGBT Zak Kostopoulos de apenas 33 anos foi morto violentamente na capital Grega.

As circunstâncias da sua morte continuam a ser investigadas, mas as imagens das câmaras de videovigilância (editadas) divulgadas online, mostram o ativista a ser linchado por um grupo de pessoas.

No vídeo divulgado na televisão nacional grega, vê-se o ativista preso dentro de uma joalheria e a tentar sair sem conseguir, enquanto uma multidão se começou a juntar do lado de fora, incluindo o dono da própria loja.

Uma vez que não conseguia sair pela porta, Zak partiu o vidro da janela saltou para fora e acabando por cair de joelhos no chão.

Nesse momento e quanto ele se tentava levar do chão cheio de vidros, dois homens (incluindo o dono da loja) começar a dar-lhe inúmeros pontapés, até que um pontapé na cabeça disferiu o golpe final.

Embora a polícia estivesse por perto, não conseguiu intervir a tempo de salvar a vida deste jovem ativista LGBT que era bastante querido pela comunidade.

De forma a tornarem o sucedido menos nefasto, muito se tem falado que o ativista era um viciado em drogas e que estava armado com uma faca, tentando assaltar a loja.

Mas, estas informações já foram desmentidas pelos seus amigos.

A polícia já prendeu o dono da loja e abriu um processo criminal contra ele por infligir danos corporais fatais e por participar neste ato de violência. O outro homem não foi ainda encontrado, mas está a ser procurado pela polícia.

Esperamos sinceramente que tenha sido um caso isolado, e que estas questões de racismo para com esta comunidade terminem.

Da nossa parte, só nos resta desejar os nossos sentimentos a todos os familiares e amigos do ativista LGBT Zak Kostopoulos.

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